Imprensa

Bigucci foge outra vez de bateria
de perguntas de CapitalSocial

DANIEL LIMA - 09/09/2011

Presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), o empresário Milton Bigucci prefere mesmo a maliciosidade de ação judicial recheada de malabarismos semânticos e de imprecisões informativas ao debate de ideias, projetos e realizações. A expectativa de que pudesse se emendar e que respondesse a nova bateria de perguntas da revista digital CapitalSocial frustrou-se. Terminou ontem, 8 de setembro, o prazo para responder a novos questionamentos desta publicação.


O que fazer diante de novo silêncio do dirigente que controla a Associação dos Construtores há tanto tempo que o Muro de Berlim ainda separava a Alemanha em porções ideologicamente distintas?


CapitalSocial vai continuar a cobrar transparência de Milton Bigucci. Principalmente porque tem recebido solidariedade de representantes de várias empresas do mercado imobiliário. Há mistura de desencanto e de irritação dos empresários do setor. Desencanto porque nada os faria cadastrarem-se como integrantes da Associação dos Construtores. Eles afirmam que a entidade é dominada por um pequeno grupo sob a direção de Milton Bigucci. Irritação porque mecanismos que poderiam determinar o afastamento eleitoral do dono da Construtora MBigucci da Acigabc são complicados. As regras do jogo de habilitação do quadro de eleitores favorece o continuísmo diretivo.


Contrariamente ao que poderia imaginar Milton Bigucci, CapitalSocial seguirá expondo todos os ângulos do mercado imobiliário na Província do Grande ABC, porque a atividade tem profunda ramificação social.


Entre as ações que CapitalSocial seguirá avaliando está a apuração do processo licitatório que culminou no arremate de uma área de 17 mil metros quadrados na privilegiadíssima esquina da Avenida Kennedy e da Avenida Senador Vergueiro, em São Bernardo. O terreno, sobre o qual se erguerão torres de apartamentos, passou a integrar o acervo da MBigucci.


CapitalSocial considera a aquisição da área desvio ético da MBigucci, por conta das relações de seu presidente, titular da Associação dos Construtores, com os administradores públicos. A área em questão foi arrematada durante a Administração do prefeito William Dib.


Para CapitalSocial, a nova propriedade da MBigucci tem conteúdo ético semelhante ao de hipotética aquisição pessoal de área nobre nas proximidades das obras de construção do Estádio Itaquerão pelo presidente do Corinthians, Andrés Sanches.


CapitalSocial defende impedimento não só da presidência como também dos demais dirigentes da Associação dos Construtores em qualquer processo de aquisição de área pública.


Mais que participar da licitação em que se tornou vitoriosa, a MBigucci do presidente da Associação dos Construtores não se manifestou em nenhum instante sobre o assunto. E tampouco veio a público explicar detalhadamente a operação que culminou com a derrubada de dezenas de árvores do terreno.


Autocrático, Milton Bigucci prefere o caminho oposto ao da democracia informativa. Investe obliquamente contra CapitalSocial na arena judicial. Um atentado à liberdade de imprensa.


Milton Bigucci está acostumadíssimo a lidar com unanimidades burras. Ainda não se deu conta de que, como dirigente classista, mesmo que dirigente classista de baixíssima produtividade ao longo de mais de duas décadas, não pode confundir alhos da imagem pessoal com bugalhos da imagem institucional.


Fosse apenas Milton Bigucci, sem qualquer referência classista, estaria na mesma situação de tantos outros empresários do setor que não constam da agenda da Imprensa. Mas constar da pauta jornalística sempre foi altamente vantajoso para Milton Bigucci. A imagem institucional sempre o favorece no campo empresarial.


Até que CapitalSocial resolveu entrar em campo para colocar tudo no devido lugar, ou seja, Acigabc é um nicho empresarial de cunho estritamente lobbista, sem qualquer imersão no campo de responsabilidade social.


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