Vamos apresentar amanhã aos leitores de CapitalSocial a quinta reportagem da série especial sobre o escândalo do Marco Zero. No total de cinco macrocapítulos alcançamos quase 120 mil caracteres de textos exclusivos, o que equivale a um livro de 100 páginas. CapitalSocial ainda acredita em desdobramentos tanto no âmbito da Prefeitura como do Ministério Público Estadual de São Bernardo -- e consequentemente do Judiciário.
É verdade que da Administração Luiz Marinho não esperamos quase nada. O prefeito petista já abafou o caso há algum tempo porque é parceiro politico do empresário Milton Bigucci, o centro de corrupção sobre o qual girou o esquema que se apropriou de nobre área pública arrematada de forma irregular e por valor muito aquém do mercado imobiliário.
O fato comprovadíssimo de que foi uma peça de encenação explícita desprezaria qualquer carga de novas informações e provas, mas CapitalSocial desceu às profundezas do inferno de manipulações daquele evento.
Na reportagem a ser publicada nesta terça-feira mostraremos mais conteúdo que colocam Milton Bigucci, da MBigucci, e seus parceiros da Even Construtora e da Braido Construtora muito além da marca de pênalti de incômodas verdades comprovadas. Vamos instalá-los no fundo das redes de um gol contra de uma operação que se revestiu de infantilidades de procedimentos, cujos autores imaginavam-se imunes a questionamentos.
Ainda sem respostas
Não se tem notícia ainda sobre um dos pontos principais do primeiro capítulo desta série de reportagens. Trata-se da possibilidade de o Ministério Público de São Bernardo ouvir o corretor de imóveis José Moreira, personagem central do desmantelamento das irregularidades que marcaram o leilão do terreno localizado entre a Avenida Kennedy e a Avenida Senador Vergueiro, onde a MBigucci pretende construir o empreendimento Marco Zero.
O MP de São Bernardo mandou arquivar o caso por duas vezes de forma considerada apressada pelo advogado Alexandre Marques Frias, que representa CapitalSocial, e também por este jornalista. Nas duas oportunidades, após quase dois anos da denúncia, o MP não contava com material elucidativo que CapitalSocial obteve e inutilmente colocou à disposição para investigações mais profundas. CapitalSocial foi além de ouvir empresários e testemunhas que não tinham interesse algum em relatar a verdade dos fatos. Para tanto, recorreu a uma ação já julgada na Capital e que trata diretamente daquele leilão. As provas são irrefutáveis, como mostramos na série de reportagens.
O caso Marco Zero é tão escandalosamente agressivo à credibilidade mesmo dos mais ingênuos que CapitalSocial não consegue ao menos sugerir a possibilidade de seguir a salvo de investigações rigorosas.
À espera de uma ação
Só existe, aparentemente, uma possibilidade de instalação do escândalo na bitola de um julgamento rigoroso, caso o Ministério Público não produza a aguardada denúncia: que Milton Bigucci ou algum parceiro da quadrilha que arrematou aquele terreno decida ir ao Judiciário para inquerir este jornalista por supostas travessuras publicadas e tipificadas como crimes.
E é este desafio que este jornalista já fez pessoalmente em dois encontros em salas de tribunais a Milton Bigucci, respondendo nas oportunidades a ações movidas pelo também presidente da Associação dos Construtores do Grande ABC, intolerante à crítica jornalística. Milton Bigucci ainda não ingressou no Judiciário em resposta ao escândalo do Marco Zero.
CapitalSocial reitera o desafio porque dispõe de elementos suficientes para comprovar a denúncia. Talvez seja por isso que Milton Bigucci prefira não responder ao que pareceria provocação mas que tem significado muito diferente: encontrar uma saída para tratar de um crime que demora a ser apurado.
Vale a pena esperar pela quinta reportagem da série, nesta terça-feira. E instalar as reportagens anteriores numa pasta específica, para consulta a qualquer momento.
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