Imprensa

No aniversário de São Bernardo,
presente de grego a Luiz Marinho

DANIEL LIMA - 16/08/2013

O prefeito Luiz Marinho merece um presente de grego no aniversário de São Bernardo, por isso vou preparar um texto que não seja longo mas também que não seja curto demais sobre a entrevista que ele concedeu ao Repórter Diário do jornalista Airton Resende. Sei que outras entrevistas deverão ser concedidas pelo prefeito que se disse, entre outras manifestações, candidato preferencial ao governo do Estado que teve a humildade de abrir espaço para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Marinho vende a ideia de que seria competitivo, quando até a lixeira em que se transformou a Represa Billings sabe que não sensibilizaria o eleitorado paulista – apesar da ineficiência histórica dos tucanos.


 


Vou me ater à entrevista impressa do Repórter Diário. Entretanto, não deixarei de acrescentar algumas observações da versão audiovisual. Parece-me mais completa e mais instigante. Ao contrário da escrita, exibe um Luiz Marinho reativo no gestual e na fala que diz muito em relação à análise do material.


 


Nesta mesma segunda-feira de análise da entrevista de Luiz Marinho vamos atualizar o ranking do inovador e revolucionário Observatório de Promessas e Lorotas que, até por conta da longevidade maior à frente do Executivo de São Bernardo e da avidez de marketing, Luiz Marinho lidera com facilidade entre os prefeitos da Província do Grande ABC.


 


O que sugiro aos leitores destes próximos dias é que fiquem de olho nas conotações festivas estimuladas pelo desembarque anunciado da presidente Dilma Rousseff em São Bernardo. Não faltarão salamaleques para inflar o ego petista regional e suas ramificações partidárias. Vão vender muito gato por lebre não necessariamente porque essa gênese é exclusiva agremiação, mas a estrutura dorsal de manipulações da política verde e amarela.


 


Regionalidade destrutiva


 


Estamos vivendo uma regionalidade muito mais destrutiva para o futuro do que nos tempos deletérios de Fernando Henrique Cardoso, quando perdemos um terço da riqueza industrial e as instituições se calaram covardemente. Agora estamos submetidos ao impacto de manipulações semânticas e falsidades construtivas que não passam de migalhas ante as transformações de que tanto precisamos.


 


Luiz Marinho, potencialmente a maior liderança política da região, muito mais por méritos do entorno do que por valores próprios, é a pior das decepções porque associa a baixa eficiência como gestor público a um certo ar de arrogância de quem se sente o rei da cocada preta.


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