Estou decidido a compartilhar com a mídia em geral a divulgação de um escândalo imobiliário chancelado pelo Ministério Público Estadual. Estou de olho principalmente nos jornais impressos e digitais desta Província, porque foi nessa geografia que se deu a operação desavergonhada.
Até o meio dia desta terça-feira remeterei aos interessados um documento contundentemente esclarecedor de que este jornalista não estava a brincar com a suposta reputação de quem quer que seja quando denunciou irregularidades que marcaram o lançamento, a comercialização e a construção do Residencial Ventura, no Bairro Jardim, em Santo André. O trato é que a matéria só poderá ser divulgada nesta quarta-feira.
Esperei cinco anos para receber a confirmação de que não incorri jamais em qualquer irregularidade ao colocar nesta revista digital todos os detalhes daquela operação imobiliária acintosa à saúde e aos bolsos dos infelizes proprietários. Quero, agora, que os demais veículos de comunicação da região se predisponham a publicar os fatos. Duvido que o façam. O assunto mexe com gente graúda e influente do mercado imobiliário.
Ainda tenho prazo para me manifestar junto ao Ministério Público Estadual, em Santo André, sobre o desenlace das investigações técnicas daquela denúncia que formulei como jornalista incomodado com a irresponsabilidade de autoridades públicas e o abuso de empresários que não levam a sério o relacionamento com a sociedade.
Sanguessuga se deu mal
Sei o que passei nesse longo período. Só não fui condenado por uma Justiça que em várias instâncias fechou completamente os olhos àquelas reportagens, porque houve erro processual. Houve quem oportunisticamente se deleitasse com a possibilidade de este jornalista vir a ser condenado e se manifestou publicamente sobre um desenlace que não houve. Caso de Milton Bigucci, quadrilheiro que dirige o patético e inútil Clube dos Especuladores Imobiliários do Grande ABC (Acigabc), notório procrastinador de pagamento de impostos públicos em prejuízo da manutenção de programas sociais, entre outros passivos que coleciona como sanguessuga social que é.
Estou à espera de representantes de veículos de comunicação que queiram receber um documento bombástico sobre o Residencial Ventura. Ali, 320 apartamentos compõem o endereço de uma das maiores barbaridades do mercado imobiliário já desnudada pelo Ministério Público, após o cumprimento da razão de ser da prática jornalística da qual não abro mão.
Quem se habilita a massificar ainda mais esse escândalo que contou, é claro, com a cobertura do Clube dos Especuladores Imobiliários de Milton Bigucci, entre outras razões porque essa representação mequetrefe jamais vai atuar em busca de moralidade porque essa palavra é um acinte quando pronunciada por seu eterno e prevaricador presidente?
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20/02/2026 BARCAÇA DA CATEQUESE E O GATABORRALHEIRISMO (21)