Imprensa

Destrinchando a Entrevista
Especial com Bruno Daniel (1)

DANIEL LIMA - 13/09/2019

Decidimos dividir para multiplicar. Vamos dividir em capítulos para multiplicar as possibilidades de agregar valor às avaliações sobre a Entrevista Especial com o candidato à Prefeitura de Santo André, Bruno Daniel. Em condições normais, não ocuparíamos mais que uma edição para analisar respostas de entrevistados que consideramos importantes ao destino do Grande ABC. No caso de Bruno Daniel, sendo irmão de quem é e tendo respondido o que respondeu, o melhor é o encaminhamento que passarei a dar a partir de hoje.

Espero que as edições que me levarão a analisar a Entrevista Especial não sejam erráticas. Gostaria que acompanhassem o calendário de cada dia útil, mas não prometo. Há atropelamentos na pauta que estão fora da programação. Mas é certo que procuraremos enveredar em poucos dias por todas as declarações do pré-candidato. Acho que vale a pena. 

O processo será sempre o mesmo: reproduziremos a pergunta, a resposta de Bruno Daniel e na sequência construiremos o que poderia chamar de juízo de valor. 

Os leitores de CapitalSocial, assim como aqueles que nos acompanharam durante duas décadas na revista LivreMercado, sabem que não ficamos em cima do muro e muito menos fazemos jogo de conveniência. A transparência está posta, para desespero de maledicentes e marqueteiros viúvos das burras estatais por conta de ações da força-tarefa da Operação Lava Jato.  

Vamos então à pergunta e à resposta desta edição, e a rápidas observações. 

CapitalSocial -- Desde a morte Celso Daniel, Santo André perdeu o rumo e o prumo na busca por planejamento econômico com ramificações sociais. Do ponto de vista exclusivamente econômico, o senhor já tem algo delineado ou entende que pode construir ação preparatória diferente da convencional, ou seja, de só colocar a mão na massa após a definição eleitoral?

Bruno Daniel - Definimos no PSOL três objetivos estratégicos, aos quais todos os programas que estamos construindo devem estar vinculados. Um daqueles objetivos refere-se ao aprimoramento da democracia representativa eleitoral e da democracia participativa. Consideramos fundamental apresentar propostas concretas para debatê-las com a população, inclusive para que ocorra processo de engajamento e aprendizado mútuo. Apresentaremos ideias econômicas claras para que o diálogo se estabeleça e para que possamos aprimorá-las. Devemos dar respostas a questões como: qual Santo André queremos em duas décadas, uma cidade inteligente? Queremos ser referência em Indústria 4.0? Queremos ser uma cidade referência em sustentabilidade e em preservação da Mata Atlântica, desenvolvendo o turismo ambiental em Paranapiacaba e a indústria de reciclagem de lixo? Queremos nos tornar um centro de referência em pesquisa e desenvolvimento científico que estimule negócios inovadores? Desejamos que a economia do conhecimento se incorpore à atividade produtiva da região? Nossa visão sobre estas e outras questões de natureza econômica será apresentada e discutida. Caberá à população legitimá-la nas urnas. 

 Observações pertinentes

As indagações de Bruno Daniel na sequência de breve exposição dos objetivos de adensamento do que chama de democracia participativa soam como sonho na noite de verão numa Santo André e num Grande ABC nas trevas do provincianismo. 

Por isso mesmo, por viver sob bruma intensa, é indispensável que agentes públicos saiam à luta e se juntem à sociedade para encontrar pontos temáticos de inspiração, transpiração, planejamento e ação. 

Há uma certa e mais que justa desconfiança sobre a viabilidade de Bruno Daniel levar adiante pautas econômicas essenciais a Santo André. A agremiação a qual representa não tem no currículo grande coisa relacionada ao empreendedorismo privado. 

Mas esse contexto histórico, aparentemente desabonador, também pode, desde que sob cuidados de agentes comprometidos com mudanças, servir de plataforma a saltos importantes. Os representantes da velha política de frases feitas de populismo improdutivo podem dar lugar a novos interlocutores que executariam políticas econômicas diferenciadas porque as demandas assim o exigiriam. São inúmeros os estudos que dão conta da empatia entre sociedade e empreendedorismo. 

As primeiras afirmativas de Bruno Daniel ensejam uma Santo André diferente do acumulado de tranqueiras demagógicas nas últimas temporadas. 

Mais precisamente desde que Celso Daniel foi-se embora. A linguagem do professor universitário Bruno Daniel é parente muito próxima da do irmão famoso. As primeiras frases da Entrevista Especial (as respostas vieram por e-mail) são espécie de psicografia daquele que seria um dos cinco homens mais importantes do primeiro mandato do presidente Lula da Silva. 

Acho que vai valer a pena destrinchar as próximas perguntas. Bruno Daniel abriu uma janela imensa. 



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