Saul Klein é uma contradição ambulante que parece, finalmente, entrar em conexão cognitiva em busca de harmonia consigo mesmo. Homem do futebol que cultuou a ofensividade criativa como dogma (o São Caetano vice-campeão da Libertadores e campeão paulista prova isso) Saul Klein viu a própria vida ingressar num desfiladeiro defensivista.
Saul Klein vive uma tormenta pessoal há pelo menos três anos. Mas agora reage: decidiu contragolpear todos que de uma forma ou de outra o subjugaram, especialmente na esfera judicial.
Com nova equipe de defensores, adeptos e estimuladores do encontro do Saul Klein torcedor e dirigente esportivo com o Saul Klein pessoa física, o terceiro filho do Rei do Varejo, Samuel Klein, já entrou em campo com a disposição de apertar a marcação contra todos que de uma forma ou de outra têm contas a acertar.
Seja o irmão Michael Klein, sejam as mulheres que incendiaram sua reputação de namorador, atribuindo-lhe pecados capitais de estuprador, de violentador sexual, Saul Klein vai em frente para colocar os pingos nos devidos lugares.
UMA VIDA AGITADA
É fascinante a oportunidade que o jornalismo permite de adentrar a vida de Saul Klein, personagem especial do noticiário nacional.
A performance de solavancos sexuais e esportivos merece documentário ou minissérie profissional, não as porcarias apressadas, oportunistas e escandalosamente tendenciosas que tanto a CNN quanto o UOL produziram com o objetivo explícito de explodir sua imagem na onda do politicamente correto de um feminismo que agora começa a ser depurado.
Saul Klein é uma figura especial porque tem tudo o que a cultura popular tanto aprecia, embora muitos não se deem conta disso. Saul Klein é uma espécie de Big Brother permanente, ao vivo e em cores.
FAMA E DINHEIRO
Um Saul Klein inteiramente diferente do Saul Klein que, antes da explosão de denúncias de mulheres, vivia praticamente à margem da sociedade. Nem aplicativos de celulares Saul Klein dispunha até que tudo ocorresse.
A vida invadida e tripudiada de Saul Klein vai do céu ao inferno num piscar de olhos. Os maldosos que não entendem a paixão de namorador que é dirão que a vida de Saul Klein vai do céu ao inferno num piscar de cílios postiços ou não.
Saul Klein é perseguido implacavelmente por conta da fama e do dinheiro, não necessariamente nessa ordem.
Hoje Saul Klein vive como um integrante da classe média convencional. Carrega o incômodo de que não faltam pretendentes a espichar os olhos para lhe tomar o que lhe resta ainda. Há demandas judiciais às pencas.
DEFESA FORTE
O advogado Alberto Thoron e equipe estão tratando disso. Acabou o jogo aberto que só contemplava um time, o time dos adversários. Alberto Thoron é um advogado de capilaridade nacional. Frequenta os ambientes dos mais poderosos. Lançou-se na defesa de Saul Klein porque sentiu o cheiro da brilhantina de abusos contra o chamado namorador de Alphaville.
É contra o massacre que vem desde que saltaram às manchetes de jornais e do sensacionalismo de uma edição do Fantástico, da Rede Globo. E pelo andar da carruagem da definição de um programa cuidadoso de reorganização da imagem vilipendiada de Saul Klein, tudo indica que o irmão Michael Klein, com quem iniciou batalha pela herança familiar, será o ponto nuclear da contraofensiva judicial, mas não o único.
Decidimos que, na medida do possível e da viabilidade de avançar sobre materialidades que deem sustentação à nova empreitada de Saul Klein, daremos continuidade a um trabalho jornalístico que começou exatamente após as denúncias de violação sexual supostamente cometida por Saul Klein. Acompanharemos atentamente uma jornada que prossegue.
FEMININISMO SELETIVO
Até provas em contrário -- e provas em contrário não existem até agora, por mais incrível que o escândalo leve a raciocínio compulsório de condenação -- Saul Klein é vítima de orquestração do submundo da sexualidade, ao invés de abusador.
Nem é preciso recorrer a exemplos nacionais e internacionais de situações supostamente semelhantes que envolvem Saul Klein. É importante seguir o rastro do famigerado “Me too”. Trata-se de um elevador em velocidade extrema que conduz ao último patamar do edifício de moralidade. A sanha feminista de liquidar com homens famosos e endinheirados, ou somente endinheirados, está na raiz da perdição midiática de Saul Klein. Adeptos tupiniquins do “Me too” agem sem pudores. Dedicam-se aos horrores midiáticos sem provas. Transformam auxiliar de cafetina em heroína. Um feminismo seletivo. Somente supostas mocinhas valem. As bandidas têm nomes e ações omitidos.
Os efeitos judiciais desse caso específico estão distantes de uma definição. Exatamente por conta disso, ou também por isso, os defensores legais de Saul Klein não darão trégua a ninguém.
IRMÃO NO PACOTE
O irmão Michael Klein entrou no pacote ofensivista-defensivista de Saul Klein porque a herança de Samuel Klein é um direito sagrado do filho mais novo.
É possível que Saul Klein e defensores legais reconheçam que o time que está em campo com nova filosofia tática é um time em desvantagem no placar.
O Saul Klein Futebol Clube não tem nada a ver com a Associação Esportiva São Caetano, o Azulão que, juntamente com o prefeito Luiz Tortorello, levou ao estrelato internacional no começo deste século.
Saul Klein estava até recentemente mais perdido que a Associação Desportiva São Caetano destes tempos, na Segunda Divisão do futebol paulista e na Sexta Divisão do futebol brasileiro. Um São Caetano que despencou justamente na medida em que Saul Klein deixou a agremiação após constatar que muito dinheiro do que doou à agremiação ganhou caminhos tortuosos.
A repaginação da vida de Saul Klein está decidida. Ele seguirá em direção a uma recuperação de terreno perdido porque se entregou a uma retranca suicida diante de massacrantes ataques. Tanto está decidida que o melhor para quem pretende fazer calibragem ajuizada é aguardar agendas judiciais que vão além do caso da herança supostamente subtraída de Saul Klein.
VIDA INFERNAL
A vida de Saul Klein virou um inferno desde que a então promotora criminal Gabriela Manssur, agora advogada, instaurou inquérito no último trimestre de 2020 que o colocou como devorador de mulheres. Mais que isso: Gabriela Manssur transformou uma denunciante desequilibrada emocionalmente em dinamite que explodiu a vida de Saul Klein.
Ana Banana, a denunciante que deu lastro à Gabriela Manssur, era uma extensão da cafetina Marta Gomes da Silva nos endereços domiciliares de Saul Klein, em Barueri e Boituva. Tudo sem provas, como reconheceu o Judiciário. Nenhuma publicação fez cobertura tão aprofundada quanto CapitalSocial. O Caso Saul Klein conta com mais de 30 capítulos espalhados no tempo.
A situação é tão esdrúxula que o apontamento de supostas provas de noitadas de festas nas residências de Saul Klein durante vários anos é de fato um arquivo precioso em defesa do acusado. Fotos publicadas pelo UOL em várias situações mostram um Saul Klein rodeado de mulheres bonitas, festivas. Mais que isso: um Saul Klein visivelmente obeso.
QUADRILHA DO SEXO
De fato, naquele período, dominado por uma quadrilha de mulheres e homens, Saul Klein seriamente atacado por depressão, foi uma presa fácil. Até o dia em que resolveu acabar com a farra de gastos exorbitantes. Foi o suficiente para que se deflagrasse a operação denunciatória, em represália à escassez financeira. Um clássico da literatura criminal. Com mulheres ou sem mulheres no enredo.
É mais que provável, é quase certeza, que a nova etapa da vida de Saul Klein será tão emocionante quanto nos últimos anos. A diferença é que a partir de agora o jogo parece favorecer o filho do seu Samuel. Ele está recuperado da depressão e cercado de profissionais do Direito que se metem processos adentro para colocar pedras nos devidos lugares.
A sinalização de que tudo começou com a investida contra o irmão Michael Klein numa delegacia de Polícia, respaldado de documentos de especialistas que garantem fraude no processo de herança da família, parece não deixar dúvida até onde Saul Klein poderá chegar.
As mulheres que se cuidem. As mulheres que o apunhalaram sem prova alguma e contando com o estardalhaço sensacionalista de uma Imprensa sem pudores éticos. Muitos casos nacionais e internacionais são um atestado dessa avalanche midiática.
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12/02/2026 REDES SOCIAIS BEM AO GOSTO DOS PODEROSOS